Do appliance à nuvem: por que o acesso remoto virou uma oportunidade estratégica para parceiros

por | janeiro 2026 | Sem Categoria | 0 Comentários

Durante muitos anos, acesso remoto corporativo foi sinônimo de VPN appliance. Um dispositivo na borda, exposto à internet, com regras complexas, dependente de firmware atualizado e fortemente ligado à disciplina operacional do cliente. Esse modelo funcionou, até o momento em que escala, distribuição e risco começaram a colidir. 

Hoje, em ambientes com filiais, franquias, equipes remotas e parceiros externos, o acesso remoto deixou de ser apenas um requisito técnico e passou a ser um ponto crítico de segurança, disponibilidade e custo operacional. É nesse contexto que cresce a adoção de modelos como VPNaaS e Zero Trust Network Access (ZTNA), entregues como serviço em nuvem. 

Para parceiros de tecnologia, essa transição é uma mudança de lógica comercial e operacional. 

O problema real do modelo tradicional 

O desafio não está apenas na VPN em si, mas no conjunto de fatores que ela carrega:  

  • Dispositivos de borda expostos à internet, exigindo gestão contínua de vulnerabilidades, firmware, hardening e monitoramento. 
  • Complexidade operacional, com regras de acesso difíceis de padronizar entre unidades, clientes ou franquias. 
  • Dependência do usuário final para manter o endpoint em condições mínimas de segurança, criando variações constantes de risco. 
  • Custo invisível de suporte, troubleshooting e indisponibilidade quando algo falha. 

Em muitos casos, o parceiro acaba assumindo esse ônus operacional sem conseguir transformar isso em valor recorrente claro para o cliente. 

O que muda com VPNaaS e ZTNA 

A migração para um modelo de acesso remoto entregue como serviço, combinando VPNaaS, ZTNA e verificação de postura do dispositivo, altera profundamente essa equação. 

Plataformas como o SonicWall Cloud Secure Edge (CSE) exemplificam essa transição ao substituir o modelo de VPN baseada em appliance por acesso remoto entregue como serviço, combinando VPNaaS, Zero Trust Network Access e verificação de postura do dispositivo em uma arquitetura cloud-delivered. 

Em vez de “conectar o usuário à rede”, a lógica passa a ser permitir acesso apenas ao que é necessário, com base em identidade, contexto e conformidade do endpoint. O controle sai da borda física e vai para uma camada centralizada em nuvem, reduzindo a dependência de appliances expostos e simplificando a gestão. 

Do ponto de vista técnico, isso traz: 

  • Redução da superfície de ataque; 
  • Menor dependência de patching emergencial em edge devices; 
  • Políticas mais consistentes e auditávei;s 
  • Maior previsibilidade operacional. 

Mas, para o parceiro, o impacto mais relevante está no modelo de entrega. 

De projeto pontual a serviço gerenciado 

Quando o acesso remoto deixa de depender de um equipamento específico e passa a ser um serviço cloud-delivered, ele se torna naturalmente gerenciável e escalável. Isso permite ao parceiro: 

  • Padronizar ofertas entre diferentes clientes; 
  • Reduzir variação operacional e erro humano; 
  • Vriar pacotes de serviço recorrentes; 
  • Integrar acesso remoto a um portfólio maior de segurança gerenciada. 

Em vez de vender “instalação de VPN”, o parceiro passa a vender continuidade de acesso seguro, com SLA, política clara e governança. 

Esse movimento é especialmente relevante no mercado SMB e em ambientes distribuídos, onde simplicidade e previsibilidade valem mais do que arquiteturas excessivamente complexas. 

Device posture: o elo que faltava 

Um ponto crítico nesse novo modelo é a verificação automática da postura do dispositivo. Ao impor requisitos mínimos de segurança, sistema atualizado, controles ativos, configurações básicas, antes de conceder acesso, o parceiro reduz drasticamente o risco operacional sem depender da boa vontade ou conhecimento do usuário final. 

Para quem entrega serviço, isso resolve um problema histórico: transformar boas práticas em regra técnica, e não em orientação ignorada. 

Por que esse tema é estratégico agora 

Ataques explorando dispositivos de borda e acessos remotos continuam sendo recorrentes. Ao mesmo tempo, clientes esperam cada vez mais simplicidade, previsibilidade de custo e menos interrupções. 

Para parceiros, insistir em modelos pesados, baseados em appliances e customizações excessivas, significa: 

  • Maior esforço operacional;
  • Menor margem;;
  • Dificuldade de escalar;
  • Risco reputacional quando algo falha; 

Já modelos baseados em acesso remoto como serviço permitem alinhar segurança, operação e negócio. 

O papel da M3Corp nesse cenário 

Na M3Corp, acompanhamos de perto essa transição e trabalhamos com fabricantes como a SonicWall para apoiar parceiros na adoção de modelos modernos de acesso remoto, mais simples de operar, mais seguros por design e mais fáceis de transformar em serviços recorrentes. 

Mais do que trocar tecnologia, trata-se de ajudar canais a reposicionar o acesso remoto como parte da estratégia de segurança e continuidade dos clientes, com soluções pensadas para escala, governança e previsibilidade operacional. 

 

Fontes 

SonicWall — Cloud Secure Edge (CSE) | Visão geral do produto 

SonicWall — Cloud Secure Edge Getting Started | Remote Access Use Case 

SonicWall — Cloud Secure Edge Getting Started | Configuring ZTNA 

SonicWall — Cloud Secure Edge Feature Guide | Overview 

NIST SP 800-207 — Zero Trust Architecture  

NIST CSRC — SP 800-207 

CISA / parceiros — “Security Considerations for Edge Devices” 

CISA Alert (2025) — guidance para proteger network edge devices (alerta oficial sobre orientações para defesa de edge devices 

ENISA Threat Landscape 2025 

Runsystem / SonicWall — Case Study