O lançamento do iOS 26 representa um avanço significativo na segurança do ecossistema Apple, mas também levanta um alerta importante para empresas que desenvolvem aplicações mobile que processam dados de pagamento. Com mudanças profundas no acesso ao sistema e no comportamento em tempo de execução, surge a pergunta: o iOS 26 pode comprometer a conformidade PCI DSS do seu aplicativo?
O que mudou no iOS 26 e por que isso afeta o PCI DSS
O iOS 26 bloqueia de forma efetiva qualquer possibilidade de jailbreak funcional em dispositivos modernos. Na prática, isso elimina o acesso profundo ao sistema operacional, incluindo memória, processos e sistema de arquivos — elementos essenciais para testes dinâmicos de segurança.
Embora o PCI DSS não exija jailbreak explicitamente, ele exige evidências de que dados sensíveis estão protegidos durante a execução do aplicativo, algo que se torna muito mais difícil sem visibilidade em runtime.
Endurecimento de memória e sandboxing avançado
O novo sistema operacional reforça mecanismos como Pointer Authentication (PAC), proteção avançada de memória e políticas de sandbox mais rígidas. Para usuários finais, isso reduz vetores de ataque. Para equipes de AppSec e compliance, porém, dificulta a validação de pontos críticos, como:
• Exposição de dados sensíveis em memória;
• Descriptografia indevida de informações;
• Comportamento real de SDKs de terceiros.
Esses fatores impactam diretamente requisitos do PCI DSS relacionados à proteção de dados em uso.
Restrições a logs, armazenamento e tráfego
Outra mudança relevante no iOS 26 é o acesso ainda mais limitado a:
• Logs da aplicação e do sistema;
• Armazenamento local (Keychain, caches, UserDefaults);
• Inspeção de tráfego criptografado gerado pelo app.
Sem essas informações, torna-se complexo comprovar que:
• Dados de cartão não são armazenados localmente;
• Tokens de sessão são gerenciados corretamente;
• Bibliotecas externas não vazam informações sensíveis.
Por que SAST e SCA não são suficientes
Ferramentas como SAST e SCA continuam fundamentais, mas analisam apenas código e dependências. Elas não avaliam o comportamento do aplicativo em tempo de execução, onde muitas falhas críticas de segurança e compliance ocorrem.
Com o iOS 26, confiar apenas nessas abordagens aumenta o risco de não conformidade silenciosa com o PCI DSS.
Como manter a conformidade PCI em apps iOS
Para garantir compliance em aplicações mobile no iOS 26, empresas precisam adotar testes dinâmicos avançados, capazes de restaurar visibilidade completa do ambiente, permitindo:
• Inspeção de memória e armazenamento em runtime;
• Análise de tráfego e chamadas de API;
• Validação contínua de controles de segurança;
• Integração com pipelines de CI/CD.
Conclusão
O iOS 26 não invalida automaticamente o PCI DSS, mas torna muito mais difícil provar que um aplicativo mobile está em conformidade. Para empresas que lidam com dados de pagamento, adaptar a estratégia de segurança e testes não é opcional — é essencial para reduzir riscos regulatórios, financeiros e reputacionais.


