Empresas que nascem cloud-first costumam acreditar que já começaram “do jeito certo”. Infraestrutura moderna, workloads elásticos, automação, times enxutos. Em muitos casos, isso é verdade, mas o crescimento rápido expõe um problema recorrente: a segurança fragmentada não escala junto com o negócio.
O caso da Avalon Healthcare Solutions, apresentado pela CrowdStrike, ilustra com clareza esse ponto e ajuda a entender por que o exposure management deixou de ser apenas um conceito técnico e passou a ser uma necessidade operacional.
O problema não era falta de ferramenta, era excesso
A Avalon opera com dados extremamente sensíveis, incluindo informações de saúde, exames laboratoriais e dados genéticos de mais de 100 milhões de membros. Desde o início, adotou uma arquitetura 100% em cloud (AWS) e construiu sua área de segurança com foco em compliance e boas práticas.
Com o tempo, porém, o cenário ficou comum a muitas organizações: uma solução para endpoint, outra para cloud posture, outra para vulnerabilidades, dashboards diferentes, ciclos de correção lentos e validação de patch dependente de scans periódicos.
O resultado não era exatamente “insegurança”, mas baixa clareza. Os times até corrigiam problemas, mas demoravam dias para confirmar se a correção realmente havia funcionado. Pior: cada equipe enxergava apenas sua parte do ambiente, sem uma leitura unificada de risco.
Esse é o ponto onde muitas empresas, inclusive no Brasil, se encontram hoje.
Exposição não é volume de CVEs. É contexto
A virada no caso da Avalon não veio da troca de uma ferramenta por outra, mas da mudança de abordagem.
Ao consolidar visibilidade de endpoints, workloads cloud, identidades e vulnerabilidades em uma única plataforma, a empresa passou a operar com uma lógica diferente: priorizar risco real, não ruído técnico.
O ponto central foi a adoção de exposure management com análise de attack paths. Em vez de listas extensas de CVEs, os times passaram a enxergar: quais vulnerabilidades realmente criam caminhos exploráveis, quais sistemas críticos estão conectados, quais riscos exigem ação imediata e quais podem esperar.
Em um dos momentos mais reveladores do case, um caminho de ataque visualizou a ligação direta entre um portal externo e um banco de dados backend, cada um sob responsabilidade de times diferentes. A visualização do risco foi o que alinhou prioridades e acelerou a correção.
Velocidade de correção é governança, não só técnica
Um dos ganhos mais objetivos relatados pela Avalon foi a redução drástica no tempo de validação de patch.
Antes, corrigir uma falha significava aguardar o próximo scan ou solicitar uma nova varredura. Agora, a confirmação acontece em minutos. Isso muda completamente a dinâmica entre segurança, infraestrutura e desenvolvimento.
Para clientes finais, isso representa: menor janela de exposição, menos retrabalho e menos incidentes “evitáveis”;
Para parceiros, esse ponto é estratégico: viabiliza ofertas de serviços gerenciados orientados a risco, reduz dependência de processos manuais e fortalece SLAs com base em evidência, não percepção.
Segurança como linguagem comum entre times
Outro aspecto relevante do case é cultural. Quando todos os times passam a olhar os mesmos dados, com o mesmo contexto, a segurança deixa de ser um “assunto do SOC” e passa a fazer parte da operação.
Admins, desenvolvedores e líderes técnicos passam a entender: por que aquela correção é prioritária, qual o impacto real se nada for feito e como decisões técnicas afetam risco de negócio.
Esse alinhamento é especialmente crítico em ambientes cloud e DevSecOps, onde mudanças são constantes e rápidas.
Impacto além da TI: risco financeiro e seguro cibernético
O case também destaca um resultado que vem ganhando peso no mercado: redução de 25% no prêmio do seguro cibernético.
Isso não acontece apenas pela presença de uma ferramenta, mas pela maturidade do programa com visibilidade contínua, priorização baseada em risco real e evidência de controle e resposta.
Esse ponto conecta segurança diretamente à área financeira e ao board, algo cada vez mais comum em empresas reguladas ou com operações críticas.
O que esse caso ensina para clientes e parceiros
Para clientes, a principal lição é clara: segurança não escala com mais ferramentas, mas com mais contexto.
Para parceiros, o aprendizado é igualmente relevante: exposure management abre espaço para ofertas mais maduras, consultivas e recorrentes, indo além da simples revenda de tecnologia.
Casos como o da Avalon mostram que o mercado está se movendo para um modelo onde plataforma + serviço + governança caminham juntos.
É nesse cenário que a M3Corp atua: apoiando parceiros e clientes na construção de arquiteturas de segurança mais claras, operáveis e alinhadas ao risco real, não apenas ao volume de alertas.
Fontes
CROWDSTRIKE. Avalon Healthcare Solutions: Securing 100+ Million Members with the CrowdStrike Falcon Platform. Customer Story.
CROWDSTRIKE. Falcon Exposure Management – Risk Prioritization (ExPRT.AI). Página de produto.
CROWDSTRIKE. Falcon Exposure Management – Attack Path Analysis. Página de produto.
CROWDSTRIKE. Falcon Exposure Management – Data Sheet. CrowdStrike, 2024.
. Acesso em: fev. 2026.
CROWDSTRIKE. Falcon Adversary OverWatch. Página de produto.
CROWDSTRIKE. Falcon Adversary OverWatch – Data Sheet. CrowdStrike.


